Ensino

ENSINO : O bom professor

quarta-feira, julho 19, 2017


"O que é, para vocês, um bom professor?". Esta sempre foi daquelas perguntas que me deixavam a pensar. Daquelas em que não consigo arranjar palavras que sejam realmente fieis ao que eu acho sobre o que é ser bom professor.

Hoje voltei a pensar no assunto. Ouvi, mais uma vez, alguém a elogiar o professor que mais marcou a minha vida e o meu percurso. "Ele é muito bom", disseram. E não foi só hoje, nem foi só esta pessoa a dizê-lo. Não são só os alunos deles que o dizem, mas toda uma comunidade escolar em redor dele. Turmas de outros professores, de outras escolas, de outras zonas do país. E eu fico sempre babada ao ouvir isso, cheia de orgulho de poder encher o peito e dizer: é o meu Mestre! Mestre mesmo com M grande, M do seu próprio nome, M de Matemática, M de marcante, M de modelo. A pessoa que fica tão ou mais contente do que eu pelos meus próprios sucessos, que tem sempre uma palavra de motivação quando estou a ir-me abaixo, que fica igualmente babado com cada vitória minha.

Mas, deixando a baba de lado, fiquei a pensar no que é ser "bom". Porque, afinal, eu sei que ele é bom. Muito bom. Mais do que bom. Agora, que critérios uso para o dizer? Não sei. Só sei que, um dia, gostava de ser tão boa como ele. E acho que isso não é simplesmente algo que se aprende. É algo nosso. Exige que sejamos nós mesmos, que sejamos genuínos. Exige esforço, dedicação, vocação e, acima de tudo o resto, gosto pelo que fazemos. Se eu serei boa, quando for professora? Não sei. Mas sei que dou o meu melhor em tudo e sei que tenho uma paixão pela matemática e pelo ensino que não acabam... e quando assim é, numa dimensão tão grande como esta, os alunos sentem e seguem o caminho que nós decidirmos pintar.

Tecnologia Educativa

GEOGEBRA : Uma aplicação em sala de aula (2)

sexta-feira, julho 07, 2017


Ainda dentro do tema "Pontos Notáveis de Triângulos", há ainda duas particularidades em que o GeoGebra ajuda, e muito! Essas particularidades são as seguintes:


  • Num triângulo isósceles, os quatro pontos notáveis são colineares, isto é, estão sobre a mesma reta;
  • Num triângulo equilátero, os quatro pontos notáveis são coincidentes, isto é, estão sobrepostos.


Facilmente se percebe que seria muito difícil mostrar estas duas particularidades aos alunos, de modo fiededigno, simplesmente através de desenhos no quadro. Se eu desenhar três triângulos isósceles em que a primeira particularidade acontece, os alunos podem sempre questionar se eu não estarei a usar um exemplo que me é conveniente para que aquilo que eu digo bata certo. Como o GeoGebra, já não temos esse problema. Basta construirmos o triângulo que queremos, os pontos notáveis desse triângulo, e depois mover um dos vértices do triângulo, de modo a mostarmos vários casos distintos. Confuso? Vejam o vídeo e já entendem:


Agora que isto já ficou um pouco mais esclarecido, deixo o vídeo de como fazer estes quatro pontos no GeoGebra:



Publicação escrita para o projeto de avaliação da UC "Tecnologia Educativa"



Tecnologia Educativa

GEOGEBRA : Uma aplicação em sala de aula (1)

sexta-feira, julho 07, 2017


Algures no 9º ano de escolaridade, os professores têm de lecionar um tópico de geometria que se chama "Pontos Notáveis de Triângulos", no qual os alunos passam a conhecer quatro elementos importantes de um triângulo, presentes em todos os triângulos que podem ser imaginados, e que até então eram desconhecidos.

Antes de passarmos ao vídeo onde podem ver como construir um ficheiro no GeoGebra que ajude a lecionar esta matéria, convém lembrar quais são os pontos notáveis de triângulos!


  1. Circuncentro: O circuncentro de um triângulo é o ponto de interseção das mediatrizes dos seus lados - a mediatriz de um segmento de reta é a reta perpendicular a esse segmento que o interseta no seu ponto médio;
  2. Incentro: O incentro de um triângulo é o ponto de interseção das bissetrizes dos seus ângulos - a bissetriz de um ângulo é a semirreta de origem no seu vértice e que o divide em dois ângulos congruentes;
  3. Ortocentro: O ortocentro de um triângulo é o ponto de interseção das suas alturas - a altura de um triângulo relativamente a um dos seus lados (que chamamos de base) é o segmento de reta perpendicular que une esse lado ao seu vértice oposto;
  4. Baricentro: O baricentro de um triângulo é o ponto de interseção das suas medianas - a mediana de um triângulo é um segmento de reta que une o ponto médio de um lado do triângulo ao vértice oposto a este.

Agora que isto já ficou um pouco mais esclarecido, deixo o vídeo de como fazer estes quatro pontos no GeoGebra:


Publicação escrita para o projeto de avaliação da UC "Tecnologia Educativa"


Tecnologia Educativa

GEOGEBRA : Introdução

sexta-feira, julho 07, 2017



O GeoGebra é um dos melhores amigos dos professores de matemática, no que toca ao ensino da geometria. Todos nós já sentimos na pele a dificuldade que é desenhar uma circunferência perfeitinha no caderno ou até mesmo no quadro, sem termos acesso a um compasso que nos ajude, certo? Todos já sofremos ilusões de ótica porque não desenhamos as figuras de forma correta ou precisa. O GeoGebra chegou para que isso deixe de ser problema!

Neste software, podemos fazer qualquer figura que nos seja pedida, como por exemplo polígonos regulares, retas paralelas, bissetrizes, encontrar pontos de interseção entre duas retas, circunferências, entre outras coisas que todos nós já tivemos de desenhar nos cadernos ao longo da nossa escolaridade.

Mas ainda não cheguei à melhor parte, e que muita gente pergunta: mas então, onde podemos encontrar esse maravilhoso software? É pago? Posso aceder com o telemóvel? Ora então, o GeoGebra é completamente gratuito e está disponível para download no próprio site (https://www.geogebra.org/?lang=pt_PT) e pode ser instalado em qualquer computador com sistema Windows ou Mac e ainda smartphones ou tablets android e iOS. Mas ainda pode haver quem pergunte: e nos computadores das escolas, onde nem sempre é permitido instalar programas? A boa notícia é que o GeoGebra também funciona através do site, sem ser necessário qualquer tipo de instalação!

Nas próximas duas publicações, deixarei dois vídeos que servem de exemplo para uma possível utilização do GeoGebra em sala de aula, com um pequenino passo-a-passo de como construir essa ideia.


Publicação escrita apra o projeto de avaliação da UC "Tecnologia Educativa"

Ensino

ENSINO : Tecnologia sempre?

sexta-feira, julho 07, 2017



Todos sabemos que estamos na era das tecnologias. Todos os dias há alguma novidade, algum produto novo, uma nova consola, um novo telemóvel, um novo computador, tablet, ou algo que alguém se lembre de inventar, até mesmo novos sites e plataformas. Toda a gente já ouviu comentários como "as crianças já nascem a saber mexer nestas coisas", e isso até acaba por ser verdade.

Por tudo isto, torna-se quase concensual que, nos dias que correm, não pode existir aula que não envolva tecnologia. "Não faz sentido", dizem alguns. "No futuro não haverá papel e lápis", dizem outros. Mas será realmente assim?

Quando frequentava o ensino básico, não há muitos anos mas o suficiente para ser antes do boom tecnológico - ainda antes da moda dos telemóveis com teclados qwerty, imagine-se! -, altura em que começaram a aparecer os primeiros computadores portáteis, não só nas escolas como também nas casas das pessoas - agradeço ao projeto e-escolas, que me pemitiu adquirir aquele que foi o meu primeiro portátil... - era uma loucura quando havia uma aula em que o professor aparecia com o "carrinho dos portáteis". Algazarra por todo o lado, toda a gente queria mexer, teclar, tudo em alvoroço porque, afinal, iamos mexer num portátil, essa máquina que raramente era utilizada, quer na escola quer em casa. Mas eram tempos em que não estavamos, ainda, habituados a ter acesso fácil a tecnologia, ou até mesmo internet, com todo o mundo que isso já permitia abrir e que agora o permite ainda mais. Talvez por isso, por essa "falta de hábito", eram aulas em que estavamos mais despertos e entusiasmados.

Mas será assim agora? Agora que qualquer miúdo de 10 anos contacta diariamente com tablets, computadores e até mesmo smartphones, em alguns casos? Será que ainda há entusiasmo? Será que realmente é isso que motiva? Será que se eu der uma aula com algum tipo de tecnologia, não será dar-lhes "mais do mesmo"?

Acredito que, não muito longe dos dias de hoje, será mais fácil incentivar os alunos a pintar com papel e lápis do que a usar algum software num tablet. Acredito que vamos ter o processo contrário, em que temos algazarra se fugirmos da tecnologia, se propusermos um jogo tradicional, como por exemplo o bingo, em vez de usar uma versão computarizada.

A tecnologia existe, sim, e deve se utilizada, e disso não tenho qualquer dúvida. Permite-nos fazer coisas com uma precisão que não conseguiríamos manualmente, cativar a atenção dos alunos e ainda nos pode dar dados sobre respostas dos alunos que, de outra forma, seria mais difícil obter. Mas não podemos deixar-nos melindrar por isso. Não precisamos de tecnologia em todas as aulas. Não precisamos de ocupar todo o tempo letivo com tecnologia. Há tempo para tudo, até para deixar as tecnologias de lado e pegar um papel e numa caneta. Porque saber pegar numa caneta e escrever, também deve ser uma capacidade que todos devem adquirir e manter!

O importante é saber ser professor. É motivar os alunos, diversificar, pensar em estratégias para dinamizar as aulas e deixar tempo para tudo: tecnologia e falta dela. Mas isso, também exige muito trabalho... que todo o bom professor fará, sem dúvida.

Publicação escrita para o projeto de avaliação da UC "Tecnologia Educativa"

Tecnologia Educativa

SOCRATIVE : E a influência nos alunos?

domingo, junho 25, 2017

Agora que já referi como fazer um questionário e as diferentes opções de como o aplicar, falta saber, para terminar, a perspetiva dos alunos.
Como vimos na publicação anterior, podemos aplicar o teste escolhido como se fosse:

  • uma ficha de avaliação convencional, em que os alunos respondem às questões que querem, pela ordem que querem, tendo a opção de alterar respostas enquanto não finalizam o teste, e não obtêm qualquer tipo de feedback quanto às respostas estarem corretas ou não;
  • uma corrida, com jogadores individuais ou em equipa, em que as equipas apenas "correm" quando acertam às perguntas;
  • uma atividade prática de sala de aula, em que os alunos resolvem os exercícios, tal como se estivessem a fazer exercícios selecionados do manual, e assim que enviam a resposta de certo problema obtêm logo o feedback sobre a resposta estar correta ou errada, em conjunto com uma explicação da resposta certa.

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